Segunda, 24 Fevereiro 2020 16:22

Estudo da Regra em Fraternidade - Artigo 25

Paz e bem!

A Equipe Nacional de Formação da OFS acaba de disponibilizar o Estudo da Regra em Fraternidade referente ao Artigo 25. 

O conteúdo se encontra abaixo e está disponível para download em anexo, formatado em pdf.

Desejamos a todos uma excelente reflexão!

 

Estudo da Regra em fraternidade: Artigo 25 da Regra e Vida da OFS

...a medida de nossa generosidade

 

  1. Oração inicial:

Senhor, que nos fazeis compreender profundamente o que oramos e cantamos na Oração de São Francisco, que entendamos que recebemos o que nos é necessário quando doamos o que nos é possível.

Resposta: Atendei, Senhor o que vos pedimos

 

Fazei Senhor que nossa generosa contribuição para a Fraternidade nos ajude a receber todo BEM a que a espiritualidade franciscana pode nos conduzir e com ela tenhamos muita PAZ.

Resposta: Atendei, Senhor o que vos pedimos

 

Ajudai-nos Senhor a entender que nossa contribuição pode ajudar outros irmãos a caminhar, perseverar na Espiritualidade Franciscana e inspirar novos irmãos a conhecer profundamente os exemplos que nos foram deixados por Francisco e Clara de Assis.

Resposta: Atendei, Senhor o que vos pedimos

 

Que nossa contribuição seja utilizada de forma consciente e responsável para continuidade do carisma franciscano junto aos atuais e futuros Franciscanos Seculares.

Resposta: Atendei, Senhor o que vos pedimos

 

Que nossa generosidade não seja medida pela quantidade, mas reconheçamos, que dentro de nossas possibilidades, estaremos ajudando a outros irmãos e irmãs, - que possivelmente nem venhamos a conhecer pessoalmente-, a caminharem com segurança rumo ao céu, seguindo o exemplo de Francisco e Clara, que entenderam que Jesus é a única forma de chegar um dia a Deus Pai.

Resposta: Atendei, Senhor o que vos pedimos

 

  1. Canto: Oração de São Francisco

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz; Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvidas, que eu leve a fé; Onde houver erros, que eu leve a verdade; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz.

 

Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar, que ser consolado;

Compreender, que ser compreendido Amar, que ser amado;

Pois é dando que se recebe;

É perdoando, que se é perdoado;

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

 

  1. Aprofundando o tema:

Nossa Regra em seu capitulo 25 trata sobre a contribuição fraterna que tem o objetivo de manter toda a estrutura da Ordem, quanto às necessidades financeiras.

Podemos analisar o artigo em dois momentos, sendo o primeiro “Para as despesas que ocorrem na vida da Fraternidade e para as necessárias obras do culto, do apostolado e da caridade, todos os irmãos e irmãs ofereçam uma contribuição na medida de suas próprias possibilidades”

Vamos dividir para aprofundar no que nos diz este parágrafo, Para as despesas que ocorrem na vida da Fraternidade”. No mundo de hoje, toda atividade humana como locomoção, divulgação, reuniões, alugueis, estadias etc., demandam recursos financeiros para sua realização, então podemos concluir que para 

qualquer atividade da Ordem devem ser considerados os recursos financeiros, assim como outros para sua realização. Estas despesas podem ser a compra de uma simples cartolina para se fazer um cartaz a ser exibido em algum momento para a comunidade ou até mesmo despesas de locomoção de uma cidade para outra para realização de um encontro ou retiro.

...“e para as necessárias obras do culto” para realização das reuniões e celebrações da fraternidade de forma dinâmica e participativa, é necessário que se distribua copias de textos, projeções, pincéis, velas, flores, livros, etc., e como estas coisas aparecem???? Todos estes recursos materiais são adquiridos pela Fraternidade ou são doados por irmãos e irmãs, porém sempre demanda o necessário recurso financeiro.

 

...do apostolado” para o serviço de apostolado, além do necessário exemplo de vida Cristã, dedicação, desprendimento, dependemos de deslocamentos, materiais impressos para que a mensagem possa ser aprofundada após ser implantada e para que possa se chegar à concretude da ação, recursos financeiros são necessários.

... “e da caridade” a caridade deve ser acompanhada de carinho, atenção, desprendimento, escuta, mas na maior parte das vezes a caridade é dar pão a quem tem fome, cuidar dos feridos e amparar os marginalizados. De onde vêm os recursos financeiros para aquisição do pão, remédio, ajuda em moradia etc.??

...“todos os irmãos e irmãs ofereçam uma contribuição”, esta é a resposta para a questão acima. Todos os irmãos são chamados a contribuir de forma consciente, oferecendo os recursos e não esperar que sejam chamados ou cobrados quanto à sua contribuição. Nossa Regra mostra que a contribuição financeira deve ser oferecida e não fixada e cobrada, mas na prática acaba sendo fixada como um valor mínimo para cobrir as despesas previstas para o período.

 

...“na medida de suas próprias possibilidades”, este é um forte sinal de desprendimento e solidariedade para com os irmãos e irmãs, pois quem pode mais, deve doar mais para que os irmãos com menos possibilidades também possam contribuir e que ao final o recurso total seja suficiente para cobrir as despesas.

 

Num segundo momento o artigo 25 de nossa Regra nos diz “Cuidem as Fraternidades locais de contribuir, por sua vez, para saldar as despesas dos Conselhos das Fraternidades de grau superior”. Os citados Conselhos das Fraternidades de grau superior são os Conselhos Regionais, os Conselhos Nacionais, que no Brasil é o CNOFS, Conselho Nacional da Ordem Franciscana Secular e o CIOFS, Conselho Internacional da OFS.

Estes conselhos superiores são formados por Irmãos e Irmãs que se colocam gratuitamente a serviço de todos os irmãos, dedicando seus dons e seu tempo, sendo que o único benefício em participar dos Conselhos superiores é uma experiência de aprofundamento na religiosidade e espírito Francis-Clariano, que todos os irmãos e irmãs devem ter o direito de sentir e viver. A finalidade principal de cada Conselho Superior é cuidar para unidade de ação em toda OFS no Brasil e no mundo.

Para desenvolver suas atividades, os irmãos e irmãs membros dos Conselhos Superiores têm que se reunir de tempo em tempo para discutir os problemas e as luzes sob sua responsabilidade, fazer visitas fraternas e pastorais nas Fraternidades e Conselhos de outros níveis.

Anualmente todos os Conselhos (Locais, Regionais, Nacionais e Internacional) devem fazer uma projeção de suas despesas, não além do necessário, e dividir para os Conselhos que lhe dão base e solicitar uma contribuição mínima para que as atividades previstas possam ser desenvolvidas.

Vamos imaginar que as contribuições anuais não fossem solicitadas e que cada irmão participante dos Conselhos Superiores assumisse suas despesas de locomoção, alimentação, estadia e que as demais despesas como alugueis, impressos, luz, telefone, correio etc. fossem rateadas pelos componentes de cada Conselho. Esta hipótese limitaria a maior parte de nossos irmãos para se colocar a serviço. Por isso, todos os irmãos e irmãs das fraternidades busquem ser solidários de acordo com suas possibilidades, como pede a nossa Regra e Vida.

 

04. Gesto concreto:

No início de uma próxima reunião, cada irmão e irmã faça uma contribuição de acordo com suas possibilidades e de forma a que o doador não possa ser identificado e em um momento da reunião o tesoureiro (a) divulgue o valor total recolhido e a Fraternidade analise se estes recursos são suficientes ou

não para o período. E como gesto de caridade escolha uma forma de doar esse valor arrecado para alguma pessoa ou família necessitada.

 

05- Para enriquecimento do estudo: Sagradas Escrituras

Mt 6,24: servir a dois senhores

Mt 12, 41-44: generosidade na doação Lc 9,3: não levar nada pelo caminho Lc 9,13-17: dai-lhes vós de comer

Lc 14,25-27: desapego

Lc 16,10-13: fidelidade nas pequenas coisas

Jo 6,4-13: multiplicação dos pães e peixes (partilha) Jo 17,15-16: não são do mundo

Ef 5,6: caridade

I Tim 6, 6-10: Desprendimento.

 

Fontes Franciscanas

1C 14: Francisco mostra o desapego ao dinheiro 1C 34: Divisão dos bens recebidos

1C 76: Francisco divide as próprias vestes com os mais pobres

2C 75, LP 62 ou CA 97: Francisco expulsa da ordem o irmão mosca. 2C 77: Francisco ensina a pedir com amor e humildade

1Rg 18: Dever de se reunir

2Rg 1, 5: Reuniões e eleições de tempo em tempo

LP 90 ou CA 52: Francisco ensina a doar para receber almas para o Senhor LP 61 ou CA 97: Francisco ensina o Bispo a pedir

LP 111 ou CA 15: Cuidados com o que se recebe.

 

 

06. Oração final:

Pai Nosso

Bênção de São Francisco

 

 

Autor: Aluísio Victal, OFS (Tesoureiro Nacional no triênio 2015-2018)

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