Quinta, 31 Janeiro 2019 21:56

Carta do CNOFS por ocasião do 23º Dia Mundial da Vida Consagrada

Carta do CNOFS (Conselho Nacional da OFS) por ocasião do 23º Dia Mundial da Vida Consagrada

 

“E depois que o Senhor me deu Irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer,

mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia

Viver segundo a forma do santo Evangelho.” (Testamento de São Francisco)

 

Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2019

 

No próximo dia 02 de fevereiro será celebrado o 23º Dia Mundial da Vida Consagrada. Esse modo de vida é um chamado, sob a moção do Espírito Santo, a seguir a Cristo mais de perto, doar-se a Deus e procurar alcançar a perfeição da caridade a serviço do Reino.

Neste mesmo dia, celebraremos também a Apresentação do Senhor, que nos remete ao momento em que Jesus, 40 dias após o seu nascimento, é levado ao templo. Assim, Jesus é introduzido ao seu povo e assume sua humanidade. Ali tem início o seu mistério salvífico, ou seja, que oferece salvação ao mundo.

Ao refletirmos sobre a Apresentação do Senhor fica mais fácil entender a alegria com a qual devemos celebrar a vida consagrada, que antes era entendida como sendo apenas para religiosos, mas que há algumas décadas também passou a ser compreendida como possível para leigos. A consagração está no serviço e testemunho de Jesus. Deste modo, podemos viver a vida consagrada através do compromisso de serviço e do seguimento de um carisma.

Ao celebrarmos essa data, somos chamados a renovar nosso “sim” ao estudo e vivência do Evangelho, reafirmando nosso desejo e nossa missão de beber de nossas fontes franciscanas e clarianas. A identificação com o carisma assumido e seus valores é fundamental no testemunho e na construção do Reino de Deus.

É importante recordar que, a exemplo do que fez Jesus, seguido fielmente por Francisco e Clara, somos chamados a fazer uma experiência de Deus através da vida comunitária. Devemos estar inseridos e desenvolver nossas atividades em nossas fraternidades, mas sem nos desconectarmos da vida, da inserção na sociedade e, principalmente, da opção preferencial pelos mais pobres e necessitados, que nossa Igreja assumiu como serviço prioritário a partir do Concílio Vaticano II. Com o estudo e a prática do Evangelho e do carisma franciscano, estaremos cada vez mais próximos do que nos diz a nossa Regra em seu artigo 4: passar do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho.

São Francisco dizia, brincando com seus companheiros, a seguinte frase: “Como quereis, que eu fique triste, sabendo que grandes coisas me esperam?”. Que saibamos viver a nossa vocação e nosso modo de vida com a mesma alegria e a mesma certeza do Pobrezinho de Assis.

Por fim, unidos à nossa Igreja no mundo inteiro, queremos motivar a cada um de nossos irmãos para que dediquem um momento dentro de suas orações para recordar a vida e vocação de todos aqueles que se dedicam a viver sua vocação consagrada e que assumem os conselhos evangélicos da pobreza (sem nada de próprio), castidade (pureza de coração) e obediência (escuta atenta a Deus e aos irmãos).

Que nós, da Ordem Franciscana Secular, e todos os consagrados estejamos, de modo coerente, a serviço do Reino, na construção da Civilização do Amor, dando testemunho profético, produzindo frutos e abraçando nossa missão evangelizadora.

Fraternalmente, e a exemplo do Seráfico Pai, "comecemos, irmãos, a servir ao Senhor nosso Deus, porque até agora pouco resultado obtivemos"(LM XIV 1,3)

 

Maria José Coelho - Ministra Nacional

Márcio Bernardo - Coordenador de Comunicação

 

 

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