TPL_OFS_MESSAGE_ERROR! JFolder: :files: Path is not a folder. Path: /home/ofsorg/public_html/images/1524
TPL_OFS_MESSAGE_NOTICE! There was a problem rendering your image gallery. Please make sure that the folder you are using in the Simple Image Gallery Pro plugin tags exists and contains valid image files. The plugin could not locate the folder: images/1524
Monday, 11 June 2018 13:51

O mundo nos chama e Santo Antônio é nosso apoio

Moacir Beggo

 

Rio de Janeiro (RJ) – O tema do leigo como sujeito eclesial no 10º dia da Trezena de Santo Antônio no Convento do Largo da Carioca (RJ) e o convite de Jesus para formar sua verdadeira família, segundo o Evangelho do 10º Domingo do Tempo Comum, estavam em sintonia na Celebração Eucarística deste domingo (10/6), às 10 horas. Os fiéis que viram o sol voltar à Cidade Maravilhosa depois de uma semana inteira nublada, ouviram a mensagem que o sujeito da evangelização é todo o povo de Deus, a Igreja. Ela não pode perder de vista o serviço e o testemunho missionário.

 

O presidente Frei José Pereira teve como concelebrantes Frei Guido Scottini e Frei Odécio Lima. Para a pregação deste dia da Trezena, Frei José explicou aos fiéis presentes que estamos no “Ano do Laicato” e que convidou a Ministra da Fraternidade Convento Santo Antônio da Ordem Franciscana Secular, Moema Miranda, e a vice-Ministra, Patrícia de Moraes, para falarem sobre o tema dos leigos na Igreja.

 

Segundo definição de São João Paulo 2º, a Ordem Franciscana Secular é a mais antiga forma de organização de leigos que, guiados pela Igreja, unidos em fraternidade e inspirando-se no ideal de São Francisco de Assis, se empenham em testemunhar com a vida o evangelho de Jesus Cristo e se dedicam ao apostolado no estado laical.

 

Frei José explicou que os franciscanos seculares constituem uma verdadeira Ordem na Igreja, assim como os Frades Menores (1ª Ordem) e as Clarissas (2ª Ordem). “É uma Ordem com toda a mística franciscana. Moema e Patrícia participaram ativamente do temário da Trezena”, adiantou Frei José, que colocou nas preces o “Dia de Portugal”.

 

Patrícia, que é mestra em Teologia Bíblica, partiu do Evangelho de Marcos, onde Jesus é confrontado pelos doutores da Lei e questionado pelos parentes de Jesus como um fora de si, para chegar ao tema dos leigos. “Neste Evangelho, Jesus não está menosprezando a família, mas está dizendo que todo aquele que segue o projeto de Deus, a sua Palavra, é quem está com Jesus. É esse que está ao seu lado que constitui a sua comunidade”, disse.

 

Segundo Patrícia, os leigos são cristãos que vivem essa comunhão e têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo múnus do batismo, receberam essa vocação de viver intensamente a serviço do Reino de Deus. “Então, o leigo tem o papel preponderante porque é aquele que está inserido na comunidade, inserido na vida social, no trabalho, na família, na escola, em todos os lugares”, explicou, enfatizando que o leigo faz a sua parte mas sempre em comunhão com a Igreja, com essa comunidade de Deus como um todo.

 

Santo Antônio, observou Patrícia, ensina aos leigos e religiosos que o principal testemunho que podem dar, onde estiverem inseridos, é sem dúvida levar o Evangelho através de suas atitudes, de suas palavras, de suas ações. “Às vezes uma atitude vale mais do que palavras e nós, franciscanos, precisamos mais ainda mostrar isso”, ressalvou.

 

COLOCAR-SE A SERVIÇO

 

Moema Miranda fez sua reflexão a partir de duas idéias: Santo Antônio se coloca a serviço de um projeto que é maior do que ele. “No início, ele queria o martírio. Mas não veio da forma como ele pensava, da forma com que ele planejou. Ele entrou para o convento, mudou para outro convento, encontrou com os frades franciscanos, acabou pelos caminhos de Deus chegando a Pádua”, recordou. “Quantas vezes nós queremos levar a Palavra de Deus a partir da nossa referência, a partir do que planejamos para a nossa vida. E é importante que a gente planeje a vida, mas é importante que a gente seja capaz de oboedire (= escutar), de obedecer a uma voz que é maior do que nós mesmos”, indicou.

 

Depois, para ela, é preciso se colocar a serviço no mundo. “Hoje nós estamos vivendo num mundo tão sofrido, tão doloroso, num mundo em que a Mãe Terra sofre e chora com a gente, num mundo em que cada um de nós sofre e chora angústias, desesperos, dificuldades. Santo Antônio é esse santo da misericórdia, da possibilidade, da conciliação, esse santo do amor, da compreensão e da ternura nas dificuldades. Todos e cada um de nós devemos ser diplomatas, corteses, gentis uns com os outros, gentis com as nossas dores e sofrimentos, mas gentis com cada um de nós que busca o caminho. Santo Antônio é essa inspiração que a gente inspira para atuar”, descreveu.

 

“Nós, leigos e leigas, somos alimentados pela comunidade dos irmãos, alimentados pela sabedoria dos freis, dos padres, bispos e hoje pela sabedoria do Papa Francisco, que nos pede para que sejamos ‘uma Igreja em saída’. É melhor que estejamos sujos e cansados do caminho feito levando essa mensagem, do que estejamos num lugar de segurança que hoje não existe mais. O mundo nos chama e Santo Antônio, nosso Padroeiro, é nosso apoio, é nossa garantia de que se esse caminho for feito escutando a Palavra de Deus, será um caminho de congraçamento, de encontro, de união”, completou Moema.

 

Nesta segunda-feira, 11º dia da Trezena, Frei Almir Guimarães será o pregador do tema “Santo Antônio e a Igreja como sacramento de salvação.

 

Fonte: OFS Sudeste 2

Read 221 times

Image Gallery

{gallery}1524{/gallery}
© 2016 - Ordem Franciscana Secular do Brasil.
Rua Adro de São Francisco, s/n, Saúde,
Zona Portuária, Rio de Janeiro – RJ
CEP 20081-290 - Fone: 55 (21) 2240-4565
Email: ofsbr@terra.com.br