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XXIX Capitulo Avaliativo Regional SulI PR

Nos dia 25 a 27 de setembro de 2026 aconteceu o XXIX capitulo avaliativo intermediário do Regional sul I Paraná, na cidade de Pato branco. O capítulo teve como tema os 800 anos do TRANSITO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS e nosso LEMA de profunda reflexão foi “meus irmãos, comecemos a servir o Senhor, porque até agora pouco temos feito”.

A abertura do capitulo se deu em um momento especial com a comunidade de Pato Branco no dia 25 a noite, na celebração eucarística na GRUTA FREI GALVAO, lugar de profundo contato com a natureza, onde Deus se revela plenamente na natureza com os pássaros cantando , as arvores dançando uma valsa de alegria , a irmã agua cristalina jorrando lentamente através das pedras e banhando as mãos do homem que a toca suavemente pedindo nela as bênçãos de Deus com o coração que arde em preces pela família pelas fraternidades pelos amigos e por todo ser em sofrimento num clamor em prece.

No dia 26 o capitulo foi-se tecendo com a santa missa na casa de Formação Frei Policarpo e uma manhã de um aprofundamento riquíssimo sobre os 800 anos do Transito de São Francisco ajudados pelo Frei Mauricio Solfa OFM/Cap. Como traduzir em poucas palavras a profundidade da reflexão deste dia? Impossível! Mas deixamos aqui, algumas palavras que nos fez beber da Fonte através da presença iluminadora do nosso Frei.

Francisco vai da luta interior a perfeita liberdade. O processo de Francisco foi-se dando através de sua intensa e profunda vivencia do evangelho. Não se dá no barulho dos atos, mas na profundidade das ações ou melhor dizer, na profunda experiência em Deus.

“Francisco não se tornou santo porque conseguiu eliminar tudo aquilo que era negativo dentro dele. Ele se tornou santo porque permitiu que Deus transformasse aquilo que existia dentro dele. A santidade não consiste em não ter sombras. Consiste em permitir que Deus entre também nas nossas sombras.

Francisco nos mostra que Deus se faz presente sobretudo quando as coisas não estão tão perfeitas como gostaríamos e diante de nossas imperfeiçoes Deus ali está para consolidar a nossa fé Francisco em sua vida e com suas imperfeiçoes chega ainda mais próximo ao Pai e não esconde suas sombras. Ele se coloca como um ser pequeno diante da grandeza de Deus e mostra sua humanidade no mais íntimo. Há crises que não são o fim da fé. Há crises que são justamente o caminho através do qual nossa fé amadurece.

Francisco nos ensina a acolher a irmã morte como algo natural, por isso abraça-a pois durante sua vida já foi aos poucos entregando tudo a Deus pois a Francisco nada mais pertencia. Ele já se tornara inteiramente de Deus.

“Francisco nos ensina: há coisas que precisam ser choradas, mas também precisam ser entregues. A maturidade não é não sofrer. É sofrer sem perder Deus.”

Francisco acolhe inclusive a morte. “Porque para quem vive em Deus, o fim nunca é simplesmente o fim. É passagem. É recomeço. É Páscoa.”

Muitas foram as reflexões nesses dias e como nosso lema mesmo diz:”COMECEMOS…” Fomos levados a refletir nossa caminhada, nossas ações e nossas prioridades, para ajudarmos a intensificar nossas fraternidades na vivencia da fraterna da espiritualidade e da comunhão.

Aos irmãos capitulares das 28 fraternidades nossa gratidão pela presença, por trazer em cada um, uma fraternidade que ousa viver nos dias de hoje o amor evangélico, a sabedoria do espirito, a comunhão e a paz a exemplo de Francisco. A fraternidade Frei Galvão nossa gratidão pelo carinho acolhimento e por se colocar a serviço de uma maneira tão humilde.

Nossa gratidão aos nossos queridos freis assistentes que se fizeram presentes representando toda a nossa igreja e família franciscana, no espirito da escuta, da orientação para que como família nunca esqueçamos do cerne de nossa vocação e mais que isto nunca percamos de vista o ponto de partida e como Francisco possamos chegar ao final livres para entregar ao Pai tudo o que é dele. E possamos dizer: “Senhor, eu fiz o que me cabia fazer. Agora, ensina-me a entregar aquilo que não me cabe.”

“Porque, para quem encontrou a Fonte da Vida, a morte pode ser irmã. E, diante de tudo aquilo que termina, podemos continuar dizendo: “Louvado sejas, meu Senhor.” Amém.”

Regional SulI PR

(contém trechos do texto da palestra do Frei Mauricio Solfa OFM/Cap)