Sexta, 28 Fevereiro 2014 18:44

COISAS SIMPLES E TOCANTES QUE ACONTECEM NO SEIO DE UMA FAMILIA

JANEIRO/FEVEREIRO/2014

 

COISAS SIMPLES E TOCANTES QUE ACONTECEM NO SEIO DE UMA FAMÍLIA: QUANDO TEM CRIANÇA NO “PEDAÇO”

 

                Apesar de todas as transformações, turbulências e coisa e tal, a família continua sendo um valor tido em grande consideração por quase todo o mundo.

            Há coisas muito simples que acontecem nas casas e nas vidas das famílias. Penso de modo especial, quando tem criança no “pedaço”.

            Em nossos dias, as pessoas querem poucos filhos. Querem que os filhos cheguem mais tarde. Tudo bem. Não vamos discutir. Uma coisa que encanta é o anuncio da gravidez.  Devia encantar. Os primeiros cuidados, as atenções dele, o sonho que se concretiza, a ultrassonografia, a compra do berço, a licença do trabalho para ela e para ele, o aspecto bonito da mulher grávida de oito e quase nove meses.  Depois a criança chega. Chega bem ou com pequenos probleminhas. Alguns mais graves e outros menos graves. E na casa há cheiro de criança, mamadeiras aqui e ali, chupetas, chocalhos, ursos e cachorros de pelúcia. Fraldas, muitas fraldas descartáveis.

            Há essas dores de barriga e de ouvido. A mãe meio inexperiente nem sempre sabe o que fazer. E surgem os primeiros dentes. A criança morde tudo: morde o lençol, a chupeta e o dedo da mãe. Depois que despontam os incisivos, fotos muitas fotos, com imensos sorrisos pedidos à criança.

            Por dias, enervados, o menino ou a menina, choram esperneiam, choram em casa, na rua, choram durante a missa. Choram desesperadamente na sala de espera do pediatra. Choram de dor, mas choram também de pirraça.  Que vontade de dar uma surra.  É claro, uma surrinha infantil!

            Que graça quando esses pequerruchos começam andar... Aí acaba a paz de todo mundo. Para um lado e para o outro, em casa, nos corredores dos shoppings e das igrejas.... Uma graça!  A menina fica em pé. Tenta uns passos. Anda um pouco e cai. E levanta-se não tolera que alguém a impeça de chegar às coisas e às pessoas com as próprias pernas.  Um dia lá vai um vaso, outro dia uma louça.

            Depois crescem. Não precisam mais de fraldas. Vestidinhos, shorts, camisetas... E vão crescendo e começam a querer aparecer com gente grande.  Roubam o sapato alto da mãe e seu batom e lambuza os lábios e os lençóis. Os garotos pegam o chapéu do pai, os óculos ou não sei o que mais.

            Os pais deveriam poder ter calma, tempo e paciência para curtir esses momentos que não voltam.


 Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM

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